Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

Day two

Hoje o dia foi um pouco mais completo.

De manhã andei a molengar pelo quarto porque estava cinzento lá fora e decidi tomar o pequeno-almoço pelo quarto (leitinho com chocolate e sandes) e o almoço (banana com queijo e bolachas) - não sei se perceberam mas eu acabei por tomar o pequeno almoço e o almoço tudo junto devido à hora tardia.

 

Ainda tive tempo para repousar um bocado antes de me encontrar com a Christine, a coordenadora do instituto onde vou começar a estagiar a partir de amanhã.

Já comecei a perceber alguns costumes por cá, cá não se cumprimentam com dois beijos como estou habituada em Portugal, cá é «aperto de mão se faz favor antes que leves um estalo que já estás a entrar demasiado na minha bolha psicológica - ou neura psicológica».

 

Depois de me encontrar com Christine foi uma aventura... Estávamos atrasadas para nos encontrarmos com outra pessoa que iria ficar connosco no instituto durante um mês que estava à nossa espera mesmo lá quase no cimo da cidade. A vista era lindíssima (raios parta não ter pilhas na máquina), a montanha coberta de neve, o céu quase limpo. Depois do encontro fomos então conhecer (no meu caso reconhecer) o instituto onde iríamos trabalhar e pelo caminho ainda pude tocar nuns restos de neve que repousavam por entre a plantação.

 

Ganhei um telemóvel austríaco para utilizar durante a minha estadia por cá e uma bibicleta azul toda giraça.

 

À noite fui jantar com Marina, a minha colega brasileira e foi muito bom também. Poder conversar com alguém que entende de facto os nossos receios porque também ela passou por situações semelhantes. Foi muito bom... E comi sushi, e estava óptimo.

 

E pronto é assim..

Amanhã devo ir ao McDonald's ao almoço, se não me lembrar de mais nada entretanto.

 

Tschüs!

publicado por Botas às 17:32
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Day one

Cheguei ao final deste dia cansada, dorida, mas relativamente satisfeita.

Quando acordei, por volta das 10h (9h em Portugal) senti-me um pouco perdida, sem saber bem como iria ocupar o meu dia. Mas decidi fazer as coisas por partes.

Fui tomar um duche com água bem quente (acho que aqui não tenho razões para me queixar quando a água está morna... qualquer dia queixo-me é da água estar sempre demasiado quente). O sabonete que trouxe provisório é uma autêntica porcaria: supostamente cheira a maçã caramelizada e quando o utilizei senti-me eu própria uma maçã caramelizada de tão pegajosa que fiquei.

 

O meu quarto é pequenino, mas bastante acolhedor, o guarda-fato é que não foi pensado para pessoas pequenas como eu...

A parte mais engraçada do quarto é o lavatório. Sim, eu tenho um lavatório no quarto. Fez-me logo pensar nas razões para sua existência e grande utilidade dele é a seguinte: Em vez de acordarmos de manhã e circularmos até à casa de banho e depois de ter passado por não sei quantas pessoas é que ao olharmo-nos finalmente ao espelho e depararmo-nos com o cabelo completamente despenteado, com os olhos borrados do rímel mal removido e aquelas olheiras matinais, poupamos as outras pessoas a essa imagem horrorífica e o susto fica entre mim e o espelho do meu quarto, onde posso automaticamente lavar a cara e pentear o cabelo.

 

Depois de um telefonema animador da minha família ganhei coragem para enfrentar o mundo lá fora (com céu limpo a chamar por mim).

Ainda me perdi e dei uma volta enormíssima que não era suposto dar, mas ao fim de algum tempo comecei a reconhecer alguns dos locais e pude rapidamente dirigir-me ao posto de turismo para ficar com o mapa da cidade.

Como esperta que sou e não sabia os horários dos autocarros, decidi, já ao final da tarde, carregar com 4 sacos de compras com comidinha ruas acima até à minha residência.

Ao fim de uns bons 30/40 minutos, com muitas paragens pelo caminho, dormência nas pernas e braços cheguei à residência.

 

E depois disso só me apeteceu dizer palavrões quando percebi que a cozinha tinha as gavetas com os utensílios de cozinha todas trancadas. Ou seja... não pude cozinhar. E quando me informei, percebi que teria que falar com o senhor Mullbacher...que só está às terças feiras cá... (ai a vontade de dizer palavrões a aumentar). Resumindo... só na terça-feira poderia ter uma refeição mais decente e caseira.

 

E por isso... viva as sandes de fiambre e queijo e bolachas e bananas que vão ser a minha alimentação até segunda feira (porque ao domingo está tudo fechado).

publicado por Botas às 17:17
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Primeiras fotografias (antes das pilhas da máquina irem abaixo)

Olá a todos.

Aqui ficam as tão aguardadas primeiras fotografias: ainda durante o voo e do meu quarto acolhedor e quentinho.

 

Tschüs!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Auf Wiedersehen*

 

 

publicado por Botas às 23:15
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Sexta-feira, dia 26 (Ainda durante a viagem de avião)

Foi muito mau. Do início ao fim (com uma melhoria depois de meter os pézinhos em Salzburg).

O pior foi a despedida... o nervosismo da despedida. Quem fica lá. Contar comigo e mais ninguém. Saudades.

 

Lembro-me que me sentia cheia de calores...a roupa sufocava-me. Estava impaciente, no fundo. Queria muito (mas não sabia se era querer muito ir ou querer muito ficar).

 

Na despedida já não consegui conter mais as lágrimas que estavam há duas horas a pedir-me para sair. Não conseguia olhar para os olhos de ninguém... custava. Mas ganhei coragem e com lágrimas nos olhos olhei para eles uma última vez, nos próximos tempos.

 

Entrei no primeiro avião para Palma de Maiorca e gostei da viagem...pude ver as nuvens como pequenas bolas de algodão (sim...fiquei à janela e sem ninguém no banco do lado)

 

Quando me sentei já no avião que me levaria de Palma para Salzburg é que a história mudou. Calhei mesmo logo com dois austríacos assim quarentões que já vinham bêbados...levei com aquele cheirinho a álcool a viagem inteira, o que vale é que não meteram muita conversa comigo porque o inglês não era o seu forte.

Para piorar.... o avião ficou retido no aeroporto uma hora a mais, e eu ali sentada a ler (perdão, a ver porque alemão esquece lá por enquanto) revistas de viagens exóticas para me distrair.

Lá cheguei, sem antes apanhar um susto enorme com o avião porque fomos avisados que iríamos encontrar dificuldades ao aterrar e então andei eu a baloiçar-me ora para a esquerda, ora para a direita até finalmente ao fim de 15 minutos naquilo conseguimos aterrar. Tivemos direito a gritos e palmas por ainda estarmos vivos. Fantástico.

 

Depois de uma triste aventura com as malas (onde tirei por engano uma mala vermelha parecida à minha e depois em câmara lenta vi a minha a passar e atirei-me para a passadeira a pedir ajuda para ma tirarem - gosh que figuras!) lá me encontrei com a Marina, a minha colega brasileira que também está a trabalhar no Ifz, o meu local de estágio. Como sempre, foi fantástica e levou-me até à minha residência, falando ela em alemão com os responsáveis.

 

Já cheguei exausta, mas a minha teimosia levou-me a ainda arrumar a mala toda e a deixar tudo bonitinho e preparado para o dia seguinte. E depois fui dormir. E depois lembrei-me que não consigo dormir sem a minha almofada e muito menos com alguma luz a entrar pela janela...e portanto...pouco dormi.

 

Ainda hoje espero mostrar algumas das fotos que tirei da janela do avião (aviso já que não são nada de mais porque fiquei ao pé da asa do avião) e fotos do meu quartinho na Wolf-Dietrich Heim, nº 16

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publicado por Botas às 17:18
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No folclore europeu surgem recorrentemente umas botas mágicas que permitem a quem as use atravessar sete léguas de cada passo.

Nesta história, uma rapariga viaja de Portugal para Salzburgo, na Áustria, para iniciar a sua vida profissional. Calça assim um par de botas normais; a internet permite-lhe uma maior proximidade de casa.

São só 74 passos e meio de distância.

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