Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

A menina da mamã

Voltei. Estive ausente nestes últimos tempos porque recebi visitas portuguesas. A minha mãe veio visitar-me, mais ele e a mãe dele. Adorei tê-los cá e achei que não devia perder tempo a escrever quando podia simplesmente viver a presença deles aqui perto de mim.

 

Sinto que o tempo não chegou e sinto que não cheguei para todos. No meu íntimo desejei que cancelassem os voos para poder estar um pouco mais com a minha mãe. Senti que ambas precisávamos de mais tempo. "Menina da mamã" dizem-me às vezes. Tenho 22 anos e orgulho-me de ter construído esta relação tão boa com ela. Em tempos fomos quase inimigas, com brigas diárias e disputas sem sentido. Tempos mais difíceis, para ambas. Tal como o ditado diz, depois da tempestade veio a bonança e agora sei e sinto que somos as melhores amigas: ela conhece-me como ninguém e vice-versa. Sinto falta das nossas conversas, sejam elas apenas circunstanciais ou desabafos. Sinto falta dos nossos sábados de manhã em que acordamos cedo, tomamos o pequeno almoço no centro da cidade (sempre o mesmo) e depois ainda passeamos numa tentativa de adiar as limpezas.

Hoje acordei meio vazia por dentro. Pareceu-me acordar de um sonho em que eles aqui estiveram. Adorei sentir que tinha alguém à minha espera à saída do trabalho. Adorei sentir que ele estava perto outra vez.

 

Mas já falta pouco para voltar e vou trabalhar muito e depressa para chegar a dia 3 de Junho.

 

:)

publicado por Botas às 20:08
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1 comentário:
De mami a 25 de Maio de 2010 às 21:46
Tu és a filha da mamã e eu a mamã da filha....Também gostei muito de estar contigo...e sinto muita falta dos nossos sábados, dos nossos domingos, das coisas boas e por estranho que pareça também das menos boas.
Não concordo contigo. Nunca fomos quase inimigas. Fomos sim duas pessoas que discordavam, com papeis diferentes. O meu tentar educar (o mais ingrato por sinal) o teu de recusar a minha amizade ou a simples aproximação. mas como sempre vou-te dizer uma coisa que sinto e que se calhar deveria ter sentido muito mais cedo na minha vida...a minha mãe não se chegou a mim como eu tento chegar a vocês...não me compreendeu como eu tento e esforço por fazer...mas garanto-te...nunca tive uma amiga como ela. O mesmo digo do meu pai...o meu bom e velho amigo...Acredita nisto...podem estar distantes por razões que consideramos mais ou menos válidas...podemos discordar e até chocar fortemente...mas pelo menos para mim, na hora H era com eles que eu podia contar, eram eles que apesar das criticas que não gostamos de ouvir(pois porque também as ouvi) estavam sempre lá e acima de tudo eram eles que me amavam incondicionalmente. Acredita...a mami não mente e adora-vos. Beijos grandes

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No folclore europeu surgem recorrentemente umas botas mágicas que permitem a quem as use atravessar sete léguas de cada passo.

Nesta história, uma rapariga viaja de Portugal para Salzburgo, na Áustria, para iniciar a sua vida profissional. Calça assim um par de botas normais; a internet permite-lhe uma maior proximidade de casa.

São só 74 passos e meio de distância.

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