Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Sexta-feira, dia 26 (Ainda durante a viagem de avião)

Foi muito mau. Do início ao fim (com uma melhoria depois de meter os pézinhos em Salzburg).

O pior foi a despedida... o nervosismo da despedida. Quem fica lá. Contar comigo e mais ninguém. Saudades.

 

Lembro-me que me sentia cheia de calores...a roupa sufocava-me. Estava impaciente, no fundo. Queria muito (mas não sabia se era querer muito ir ou querer muito ficar).

 

Na despedida já não consegui conter mais as lágrimas que estavam há duas horas a pedir-me para sair. Não conseguia olhar para os olhos de ninguém... custava. Mas ganhei coragem e com lágrimas nos olhos olhei para eles uma última vez, nos próximos tempos.

 

Entrei no primeiro avião para Palma de Maiorca e gostei da viagem...pude ver as nuvens como pequenas bolas de algodão (sim...fiquei à janela e sem ninguém no banco do lado)

 

Quando me sentei já no avião que me levaria de Palma para Salzburg é que a história mudou. Calhei mesmo logo com dois austríacos assim quarentões que já vinham bêbados...levei com aquele cheirinho a álcool a viagem inteira, o que vale é que não meteram muita conversa comigo porque o inglês não era o seu forte.

Para piorar.... o avião ficou retido no aeroporto uma hora a mais, e eu ali sentada a ler (perdão, a ver porque alemão esquece lá por enquanto) revistas de viagens exóticas para me distrair.

Lá cheguei, sem antes apanhar um susto enorme com o avião porque fomos avisados que iríamos encontrar dificuldades ao aterrar e então andei eu a baloiçar-me ora para a esquerda, ora para a direita até finalmente ao fim de 15 minutos naquilo conseguimos aterrar. Tivemos direito a gritos e palmas por ainda estarmos vivos. Fantástico.

 

Depois de uma triste aventura com as malas (onde tirei por engano uma mala vermelha parecida à minha e depois em câmara lenta vi a minha a passar e atirei-me para a passadeira a pedir ajuda para ma tirarem - gosh que figuras!) lá me encontrei com a Marina, a minha colega brasileira que também está a trabalhar no Ifz, o meu local de estágio. Como sempre, foi fantástica e levou-me até à minha residência, falando ela em alemão com os responsáveis.

 

Já cheguei exausta, mas a minha teimosia levou-me a ainda arrumar a mala toda e a deixar tudo bonitinho e preparado para o dia seguinte. E depois fui dormir. E depois lembrei-me que não consigo dormir sem a minha almofada e muito menos com alguma luz a entrar pela janela...e portanto...pouco dormi.

 

Ainda hoje espero mostrar algumas das fotos que tirei da janela do avião (aviso já que não são nada de mais porque fiquei ao pé da asa do avião) e fotos do meu quartinho na Wolf-Dietrich Heim, nº 16

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publicado por Botas às 17:18
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No folclore europeu surgem recorrentemente umas botas mágicas que permitem a quem as use atravessar sete léguas de cada passo.

Nesta história, uma rapariga viaja de Portugal para Salzburgo, na Áustria, para iniciar a sua vida profissional. Calça assim um par de botas normais; a internet permite-lhe uma maior proximidade de casa.

São só 74 passos e meio de distância.

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