Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Day one

Cheguei ao final deste dia cansada, dorida, mas relativamente satisfeita.

Quando acordei, por volta das 10h (9h em Portugal) senti-me um pouco perdida, sem saber bem como iria ocupar o meu dia. Mas decidi fazer as coisas por partes.

Fui tomar um duche com água bem quente (acho que aqui não tenho razões para me queixar quando a água está morna... qualquer dia queixo-me é da água estar sempre demasiado quente). O sabonete que trouxe provisório é uma autêntica porcaria: supostamente cheira a maçã caramelizada e quando o utilizei senti-me eu própria uma maçã caramelizada de tão pegajosa que fiquei.

 

O meu quarto é pequenino, mas bastante acolhedor, o guarda-fato é que não foi pensado para pessoas pequenas como eu...

A parte mais engraçada do quarto é o lavatório. Sim, eu tenho um lavatório no quarto. Fez-me logo pensar nas razões para sua existência e grande utilidade dele é a seguinte: Em vez de acordarmos de manhã e circularmos até à casa de banho e depois de ter passado por não sei quantas pessoas é que ao olharmo-nos finalmente ao espelho e depararmo-nos com o cabelo completamente despenteado, com os olhos borrados do rímel mal removido e aquelas olheiras matinais, poupamos as outras pessoas a essa imagem horrorífica e o susto fica entre mim e o espelho do meu quarto, onde posso automaticamente lavar a cara e pentear o cabelo.

 

Depois de um telefonema animador da minha família ganhei coragem para enfrentar o mundo lá fora (com céu limpo a chamar por mim).

Ainda me perdi e dei uma volta enormíssima que não era suposto dar, mas ao fim de algum tempo comecei a reconhecer alguns dos locais e pude rapidamente dirigir-me ao posto de turismo para ficar com o mapa da cidade.

Como esperta que sou e não sabia os horários dos autocarros, decidi, já ao final da tarde, carregar com 4 sacos de compras com comidinha ruas acima até à minha residência.

Ao fim de uns bons 30/40 minutos, com muitas paragens pelo caminho, dormência nas pernas e braços cheguei à residência.

 

E depois disso só me apeteceu dizer palavrões quando percebi que a cozinha tinha as gavetas com os utensílios de cozinha todas trancadas. Ou seja... não pude cozinhar. E quando me informei, percebi que teria que falar com o senhor Mullbacher...que só está às terças feiras cá... (ai a vontade de dizer palavrões a aumentar). Resumindo... só na terça-feira poderia ter uma refeição mais decente e caseira.

 

E por isso... viva as sandes de fiambre e queijo e bolachas e bananas que vão ser a minha alimentação até segunda feira (porque ao domingo está tudo fechado).

publicado por Botas às 17:17
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No folclore europeu surgem recorrentemente umas botas mágicas que permitem a quem as use atravessar sete léguas de cada passo.

Nesta história, uma rapariga viaja de Portugal para Salzburgo, na Áustria, para iniciar a sua vida profissional. Calça assim um par de botas normais; a internet permite-lhe uma maior proximidade de casa.

São só 74 passos e meio de distância.

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