Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

A culpa vai sempre para os alentejanos

Os alunos alentejanos são os que mais copiam, de acordo com um estudo realizado em dez universidades portuguesas. No extremo oposto, como os mais bem classificados, surgem os açorianos: metade garante que não usa cábulas nos exames.

 

Um estudo realizado nas universidades públicas dos cursos de Economia e Gestão, publicado no mês passado no Journal of Academic Ethics, entrevistou 2675 alunos: dois em cada três admitiram copiar.

Recorrer a métodos ilícitos para conseguir tirar boas notas é uma prática que vai aumentando consoante os alunos se vão aproximando do final do curso.

“Nota-se um aumento de comportamento desonesto nos anos finais do curso. Penso que isto será resultado da pressão para ter boas notas e entrar no competitivo mercado de trabalho”, disse à agência Lusa Aurora Castro Teixeira, uma das autoras do estudo.

Mas, salientou a investigadora, existe “uma grande diferença” entre homens e mulheres: "Os rapazes têm uma propensão à cópia em 20 por cento acima das raparigas".

Outra das revelações do estudo é a “grande heterogeneidade em termos de regiões. Os alunos residentes no Alentejo aparecem com uma propensão à cópia muito superior”, contou a autora do estudo, que indica que oito em cada dez alentejanos são cábulas.

Neste “ranking”, são os alunos originários das ilhas que surgem como os mais cumpridores das regras: metade dos açorianos diz que nunca copia, logo seguidos por 41,7 dos madeirenses. Todos os outros assumem fazê-lo.

No Continente, “as zonas do interior aparecem com índices mais elevados em contradição com o litoral”, onde 40 por cento de alunos respondem aos exames sem recorrer a “ajudas externas”.

 

(in Publico online)

 

 

Cá para mim os alentejanos são sim os mais honestos no meio disto tudo.

publicado por Botas às 16:06
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No folclore europeu surgem recorrentemente umas botas mágicas que permitem a quem as use atravessar sete léguas de cada passo.

Nesta história, uma rapariga viaja de Portugal para Salzburgo, na Áustria, para iniciar a sua vida profissional. Calça assim um par de botas normais; a internet permite-lhe uma maior proximidade de casa.

São só 74 passos e meio de distância.

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